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Record na fronteira PDF Print E-mail
Bamako
por Tiago Fortuna   

12.JAN.2008
Depois de percorridos os kilometros de asfalto que atravessam tranquilamento todo o sul de Espanha, queriamos tentar passar a fronteira ainda neste dia. A chegada ao Ferry fez-se por um caminho mais directo, que atravessa o porto, saindo directamente no cais de embarque. Compradas as passagens (que a experiência nos vai dizendo ser melhor comprar no momento e recusando as inúmeras ajudas), saímos a correr para apanhar o barco que estava prestes a sair.

Do outro lado já é Africa..em 45 minutos tinhamos mudado de continente!

Ainda em Ceuta, foi tempo de abastecer, comprar a bateria para o nosso painel solar e mais um par de cintas para a prender dentro do pneu do tejadilho.  E com isto passamos o tempo necessário à dispersão de todos os que vinham no barco e lá fomos tranquilamente para a fila, passaportes na mão, sorriso nos lábios, e a sorte brindou-nos com um tempo record de apenas 40 minutos... já nada é como antigamente!

Directos para Chefchaouen, o parque de campismo Azilan, é já um abrigo conhecido... um abrigo gelado, onde fizemos uma special task, para saber quem montava a tenda mais rapidamente, quem comia a massa al pesto mais rapidamente (cozinha self made, porque o restaurante estava já fechado) e quem se abrigava nos sacos-cama mais rapidamente!! 

 

 

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Partimos....Lisboa DeBorla > Portalegre PDF Print E-mail
Bamako
por Tiago Fortuna   

12.JAN.2008
E começou a nossa viagem!...

A equipa foi-se juntando durante a semana: o António Albuquerque e o Tiago Fortuna já estavam em Lisboa; na quinta-feira (Dia dos Amigos!!) o Márcio Vitor veio ajudar aos últimos preparativos vindo da ilha Terceira, e a Isabel Oliveira juntou-se a todos na sexta.

Depois de todos os preparativos, contactos, pedidos de apoio, organização logística e semanas de entusiasmo e canseiras, ultimando as mil e uma coisas que um raid destas caracteríscas impõe, chegou o dia da nossa partida.

Carregado o "jipe" com toda a ajuda humanitária que conseguimos recolher (material médico, sementes, um painel solar e vestuário), seria ainda  tempo de um pequeno desvio até Porto de Mós, para levantarmos a ajuda conseguida no DeBorla, em material escolar, para entrega nas aldeias perdidas.
 parque do deBorla
Estamos agora em Portalegre, a nossa última paragem em território nacional.

Amanhã temos uma etapa de cerca de 800km. Cruzaremos o estreito de Gilbraltar, e vamos carregados de paciência para as longas e demoradas passagens na fronteira marroquina. Apesar da demora, não deixa de ser interessante observar toda aquela azáfama, e acaba por constituir um excelente ponto de viragem para o relaxado ritmo africano que nos vai vai acompanhar nos próximos dias. Esperamos chegar  a Chefchaouen, para  depois (segunda-feira, 15) completar a distância até Nador, altura  em que nos encontraremos com os restantes  participantes do Raid Budapest>Bamako e então engrossar a caravana, com a participação portuguesa... :)

 

 
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Bamako
por Tiago Fortuna   

O Raid Budapeste-Bamako (B2) apresenta um carácter humanitário, sendo o seu principal objectivo, fazer chegar às aldeias do Mali, a ajuda tão necessária. Cada equipa adopta uma aldeia e compromete-se a fazer chegar materiais que ajudem a melhorar as suas condições de vida, sejam eles para as infra-estruturas locais (centro de saúde, escola, etc) ou para a sua população directamente, sendo tudo coordenado com a organização do raid e o chefe da aldeia.

O Mali é um dos países mais pobres do mundo. A maior parte da sua superfície (65%) é ocupada por areas desérticas ou semi-desérticas, situando-se as únicas áreas fertéis na zona sul, onde o rio Niger providencia irrigação.

A actividade económica está confinada a esta zona ribeirinha, onde cerca de 80% da população se dedica às principais actividades económicas do país: a pesca e a agricultura.

O Mali está fortemente dependente da ajuda estrangeira e é vulnerável às flutuações do preço mundial do algodão, sua principal material de exportação.

Por todos estes motivos, nos propomos fazer chegar a sua ajuda a quem necessita. É impressionante ler alguns dos testemunhos sobre o que esta iniciativa tem proporcionado às aldeias contempladas.  http://www.budapestbamako.org/forum/topic.php?tid=250

Uma Ajuda Sustentável

Mais do levar material que se esgota, o nosso projecto pretende ir mais longe e deixar ficar algum equipamento que possa ser utilizado ao longo do tempo:  um forno solar, sementes biológicas adaptadas ao clima e tipo de agricultura local, filtro para potabilizar água.

Além deste material, gostaríamos ainda de fazer chegar medicamentos genéricos, material escolar e brinquedos didácticos adaptados à cultura local.  

Donativos

Todo este projecto tem custos e toda a ajuda é bem vinda. Para além da angariação de materiais, precisamos de suporte para os fazer chegar lá. Falamos da necessidade de cobrir os 7000km que nos separam do Mali, a preparação para a viagem, vistos, seguros e autonomia para qualquer situação anómala que possa surgir.  

Os donativos podem ser feitos de duas formas: em bens materiais para entregar na aldeia adoptada, em serviços (preparação das viaturas, seguros, etc) ou ainda em dinheiro, para ajudar às inúmeras despesas que um empreendimento deste tipo acarreta.  

Os mesmo podem ainda ser transformados em publicidade/patrocínio. Toda a superfície do veículo (um Mitsubishi Sport Wagon) pode ser transformado em suporte publicitário, estando já garantidas algumas reportagem nos meios de comunicação social, para além da cobertura internacional garantida pela própria organização do raid > http://www.budapestbamako.org/en/sajto.phtml  

Sendo o CaminhodeCabras uma associação sem fins lucrativos, podem os patrocinadores usufruir dos benefícios fiscais previstos na lei.   

Experiências Anteriores 

Os Raids RM'02 e RM'07 (Raid Marrocos), ajudaram a ganhar experiência para este salto maior.

Foram raids-aventura em autonomia total, organizados de modo a proporcionar aos participantes um contacto bem estreito com a realidade local. Em regime de acampamentos e cozinha self-made, eles despertaram a vontade de fazer algo mais pelas populações isoladas do norte de África.

Ao tomarmos conhecimento de organizações como a do Raid Budapest-Bamako, o entusiasmo foi crescendo à volta da ideia de podermos intervir directamente e de modo voluntário numa grande estrutura com fins humanitários: todos os participantes experimentam esta relação directa com as comunidades locais, o que no final, tendo em conta o número de equipas (150), presupõe uma grande ajuda local.

 

 
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